Basicamente é a história
de um professor (Ben Kingsley) divorciado, egoísta e defensor da solteirice
que se encanta por uma de suas alunas (Penélope Cruz) e a seduz, porém,
no momento em que percebe o quanto o sentimento se fortalece e a maneira que
foge ao seu controle, fica completamente apavorado e vê ruir o muro de concreto
que construiu entre ele e o amor. É nesse momento que ele faz o que todo homem
inseguro costuma fazer, foge.
Ele que sempre foi
livre, nunca se envolveu além do sexo e, com toda a sua experiência e
maturidade, não admitia se ver tão vulnerável, indefeso e dependente de uma
mulher com vinte anos a menos... - Até aqui parece uma daquelas histórias sem
graça e batidas, mas há algo de especial com o roteiro e a maneira passional
com que Ben Kingsley tomou o personagem para si.
O filme é baseado
no romance “O animal agonizante” de Philip Roth (2006), vencedor do Prêmio
Pulitzer de ficção e muito elogiado pela profundidade com que trata o tema e
que, de acordo com Alysson
Oliveira, do Cineweb, foi injustiçado pelo longa de Isabel Coixet.
Enfim, entregue
aos seus medos e inseguranças, David
Kepesh esconde-se atrás da sua
falsa independência e foge da relação. Mas a vida não é assim tão simples, o
destino não é previsível como as incertezas existenciais, tão clichês, e a
petulância em achar que podemos controlá-lo, às vezes, faz com que as surpresas
sejam ainda maiores.
Esse filme é de uma
sensibilidade com a
tragédia humana que em
alguns momentos é possível identificar nos personagens uma amiga, um vizinho ou
até nós mesmos. Vale a pena assistir!

Nenhum comentário:
Postar um comentário